Friday, July 26, 2013

Objetos Clandestinos: janelas-espelhos

Meu sogro havia coletado mais duas janelas descartadas — depois do sucesso da primeira janela-espelho, muldialmente aclamada com mais de três comentários durante o jantar, foi impossível segurar a demanda. Depois de retirar todos os vidros e me mostrar, disse que poderíamos fazer mais duas janelas-espelhos para os banheiros da chácara. Simbora.

Ao medir as paredes dos banheiros um problema: as estruturas eram compridas demais. Seria necessário um ajuste para reduzir, de seis para quatro, o número de espelhos. Analisar, projetar, desmontar, serrar, desbastar, ajustar, montar, lixar, selar e colocar os espelhos, eram tarefas sabidas. Mas nada como um dia após o outro no universo clandestino: a segunda janela ficou melhor acabada que a primeira. Paciência, deixa o rascunho para o quarto do cunhado.

Abaixo, fotos do processo e de uma das peças em seu destino final.

Peça original, já sem os vidros.

Detalhe da peça original.

Detalhe da peça original.

Detalhe da peça original.

Desmontar.

Analisar.

Projetar.

Peça reduzida em comparação com a original (cruas).

Peça reduzida crua.

Detalhe da peça reduzida crua.

Detalhe da peça reduzida crua.

Detalhe da peça reduzida crua.

Reforço na estrutura da peça reduzida.

Reforço na estrutura da peça reduzida.

Peças reduzidas + sobra de material.

Peças reduzidas cruas.

Peça reduzida lixada.

Comparação das peças reduzidas lixada e crua.

Detalhe da peça reduzida lixada.
Detalhe da peça reduzida lixada.


Detalhe da peça reduzida lixada.

Detalhe da peça reduzida lixada.

Ganchos de fixação no verso das peças finalizadas.

Espelhos colocados nas peças finalizadas.

Detalhe das peças finalizadas.

Detalhe das peças finalizadas.

Detalhe das peças finalizadas.

Peças finalizadas.

Peças finalizadas.

Peça finalizada no destino final.

Peça finalizada no destino final.

Thursday, June 06, 2013

Objetos clandestinos: janela espelho

Essas eu nem estava procurando, mas quando vi duas folhas de janela antiga dando sopa na rua, tive que pegar. Fiquei olhando para elas até decidir o que fazer, e lembrei de uma referência que havia visto na internet. A janela daria um bonito espelho decorativo, no melhor estilo clandestino.

O trabalho começou com a reitrada dos vidros, descascando com espátula as massas velhas e endurecidas que os fixavam. Também com a espátula, fui retirando as camadas de tinta — de tão gastas e ressecadas, precisei passar lixa somente em algumas partes. Depois, reforcei a estrutura com grampos, pois o tempo e o descarte já tinham deixado a janela com um certo jogo. Passei uma demão de seladora e fixei os espelhos, cortados sob medida para a peça. Para finalizar, um par de ganchos, comprados novos, deram o toque final.

Penduramos na parede com a parte superior um pouco afastada. Não tenho fotos do processo, mas as imagens abaixo comparam uma peça pronta a uma outra crua.

Peça pronta e peça crua.
Detalhes.
Detalhe da peça crua.
Detalhe da peça pronta.
O gancho para levantar a janela original foi invertido.
Detalhe da massa na peça crua.
A raspagem com a espátula deu o tom envelhecido.
Detalhes.
Detalhe do gancho.
Acabamento envelhecido na peça pronta.
Peça crua, bastante danificada antes do acabamento.
Brilho de uma demão de seladora.
O encaixe das partes um pouco soltos na peça crua.
Espelhos fixados com prego e protegidos com fita adesiva.
Detalhe para os grampos que reforçam a estrutura.
Toda essa massa foi descascada, uma a uma.
Fixação dos espelhos e grampos de reforço.
Mais massa.
Peça pronta em comparação à crua.
Peça pronta pendurada, com a parte superior afastada.
Espelho clandestino na sala de estar.