Thursday, June 06, 2013

Objetos clandestinos: janela espelho

Essas eu nem estava procurando, mas quando vi duas folhas de janela antiga dando sopa na rua, tive que pegar. Fiquei olhando para elas até decidir o que fazer, e lembrei de uma referência que havia visto na internet. A janela daria um bonito espelho decorativo, no melhor estilo clandestino.

O trabalho começou com a reitrada dos vidros, descascando com espátula as massas velhas e endurecidas que os fixavam. Também com a espátula, fui retirando as camadas de tinta — de tão gastas e ressecadas, precisei passar lixa somente em algumas partes. Depois, reforcei a estrutura com grampos, pois o tempo e o descarte já tinham deixado a janela com um certo jogo. Passei uma demão de seladora e fixei os espelhos, cortados sob medida para a peça. Para finalizar, um par de ganchos, comprados novos, deram o toque final.

Penduramos na parede com a parte superior um pouco afastada. Não tenho fotos do processo, mas as imagens abaixo comparam uma peça pronta a uma outra crua.

Peça pronta e peça crua.
Detalhes.
Detalhe da peça crua.
Detalhe da peça pronta.
O gancho para levantar a janela original foi invertido.
Detalhe da massa na peça crua.
A raspagem com a espátula deu o tom envelhecido.
Detalhes.
Detalhe do gancho.
Acabamento envelhecido na peça pronta.
Peça crua, bastante danificada antes do acabamento.
Brilho de uma demão de seladora.
O encaixe das partes um pouco soltos na peça crua.
Espelhos fixados com prego e protegidos com fita adesiva.
Detalhe para os grampos que reforçam a estrutura.
Toda essa massa foi descascada, uma a uma.
Fixação dos espelhos e grampos de reforço.
Mais massa.
Peça pronta em comparação à crua.
Peça pronta pendurada, com a parte superior afastada.
Espelho clandestino na sala de estar.

Objetos clandestinos: mesa pallet

Essa ideia era antiga: fazer uma mesa de pallet com rodas. A oportunidade surgiu quando cogitamos uma mesa de centro para a chácara dos meus sogros, em São Francisco Xavier.

Pallets são estruturas de madeira usadas como base para empilhar e transportar grandes quantidades de mercadorias.

Primeiro, fui atrás de uma empresa que comercializasse pallets — é possível encontrá-los descartados, a custo zero, principalmente em canteiros de obras, mas como estava pesquisando as variedades existentes, fui atrás de um fornecedor que concentrasse um grande número dessas estruturas. Encontrei um fornecedor na Dutra, perto de Guarulhos. Montanhas e montanhas de pallets.

Há medidas específicas de pallets. Para essa mesa utilizei um de 100 x 120 cm.

A princípio, iria utilizar uma cobertura de vidro, mas ao longo do processo vi que ficaria mais legal se a mesa fosse mais simples, e deixei a ideia do vidro de lado. O trabalho envolveu destacar uma das ripas da base, arrumar as partes mais danificadas, lixar a peça inteira, passar uma demão de seladora e fixar as quatro rodas, duas delas com um sistema de freio, para manter a mesa imóvel.

A mesa pallet ao estilo clandestino caiu como uma luva na sala da chácara. As imagens abaixo mostram o processo e o resultado final.

À esquerda, pallet lixado comparado à peça crua.
Detalhe do acabamento depois de lixado.
À esquerda, parte inferior do pallet, com a ripa central retirada.
Uma demão de seladora foi suficiente para um bom acabamento.
Detalhe da peça com uma demão de seladora.
Detalhe da peça crua.
Detalhes das peças com seladora e crua.
As rodas não encontrei descartadas e infelizmente tive que comprar novinhas. Foram fixadas com parafusos diretamente na madeira.
Peça finalizada.
Peça finalizada no seu destino final.

Wednesday, June 05, 2013

Objetos clandestinos: criado-mudo carretel

A ideia partiu de um jogo de carretéis de fios (não sei se são chamados assim, são uns carretéis utilizados para enrolar fios elétricos de maior espessura empregados em grandes empreendimentos) que meu sogro viu sobrando em uma obra que gerenciava e pegou para mim.

O trabalho consistiu em desmontar (as madeiras do miolo viraram prateleiras), lixar, dar um trato nas partes mais machucadas da madeira, passar seladora e arrumar uns pés para as peças.

Fiz primeiro todo o processo com a madeira, e deixei as rodelas só esperando pelos pés. Passando por uma caçamba perto de casa encontrei duas cadeiras de plástico descartadas. Não deu outra: recolhi as cadeiras, destaquei os pés de metal, serrei algumas partes e dei um jeito de encaixar nos tampos. Pronto, criados-mudos à moda guerrilha.

Abaixo, fotos do processo, com os comentários a cada etapa.

Peças originais.

Peça da esquerda já lixada, em comparação com a crua.
Detalhe.
À esquerda, com uma demão de seladora, em comparação com a peça crua.
À esquerda, lixada, com uma demão de seladora. À direita, já com duas demãos.
Cadeiras desmontadas, pés serrados, separados e lixados.
Detalhe da cor original dos pés, lixados até o metal.
Ferramentas.
Pés unidos para fazer a base + proteções de borracha para as terminações.
O próprio parafuso que unia as rodelas deu firmeza aos pés.
Parafusos fixam os pés diretamente na madeira.
Peças prontas + sobra de material.
Peças prontas.
Peça pronta, no destino final.
Peças prontas, no destino final.